Os homens do esgoto [conto]

A tampa do bueiro na frente da portaria do Edifício Vida Mansa se abriu e quatro homens vestidos com macacões emergiram, carregando uma mochila grande cada, e saíram andando, em fila, na direção do norte. Seu Antenor achou aquilo muito estranho. Eles não tinham identificação nenhuma, não falaram uma só palavra, mal se olhavam e… Continuar lendo Os homens do esgoto [conto]

Daily routine facts [tale]

Translation | Eder Capobianco I arrived home already was nine at night. My wife was sitting on the sofa, smoking. The sofa was old, moss green. It has been another green one day. It had a raggeds parts, it was not comfortable to sit on that sofa. She was wearing a tank top that stank… Continuar lendo Daily routine facts [tale]

Superhero, jelly and flying double kick [tale]

Translation | Eder Capobianco Antimidia It was nearly midnight and the uproar is formed in the middle of the square. The crowd was arranged in circle crowding together and screaming for blood. Two guys exchanged kicking and punching as if it was a duel until the death, but without a lady for the winner. Neb… Continuar lendo Superhero, jelly and flying double kick [tale]

Quem procura acha [conto]

E vinham todos andando em fila. As pessoas abriam passagem pela calçada. E vinham todos com as pesadas caixas de madeira na mão. E ninguém sabia o que tinha dentro delas. Saiam todos de um buraco de esgoto. Eram dezenas de pessoas andando uma atrás da outra, com uma caixa de madeira, tipo estas de… Continuar lendo Quem procura acha [conto]

Toda felicidade da tristeza [conto]

Aguinaldo era um cara estranho. Ele tinha três pernas e dois umbigos. Elas eram paralelas, e a do meio que fazia o apoio para as outras duas darem o passo. Estava em casa muito bem acompanhado de duas garrafas de vinho e meia de rum. Projetava um filme mudo numa parede mofada e ouvia Bach… Continuar lendo Toda felicidade da tristeza [conto]

Dupla dinâmica e uma noite de sexta [conto]

Um vírus e um parasita vinham caminhando madrugada adentro pela Domingos de Moraes. Não tinham mais de quinze mangos juntando os dois bolsos. Não estavam indo para lugar nenhum. Passaram por algo que parecia ser um pequeno prédio comercial e viram uma escada com uma luz vermelha fraca acesa lá em cima. Já haviam perdido… Continuar lendo Dupla dinâmica e uma noite de sexta [conto]

Fatos Cotidianos 33 – Uma noite qualquer no paraíso [conto]

Um corpo cambaleante entrou no bar. Dois passos adentro e todos olhavam com repugnância. Além da aparência degradante, um cheiro azedo tomou conta do lugar. O aroma apontava para um ser estranho indo na direção do balcão. Pereba parou na bancada e olhou para o lado. “Vocês me parecem um bando de merda.” Todo mundo… Continuar lendo Fatos Cotidianos 33 – Uma noite qualquer no paraíso [conto]

Oposição silenciosa [conto]

Ele levantou da mesa e saiu correndo por entre as pessoas. Um zunido passou pela sua direita e acertou o vidro de uma loja. “Atiraram em mim porra! Estão atirando em mim no meio da rua!” Quando olhou pelos seus ombros identificou duas pessoas correndo atrás dele, e viu o informante caído no chão sangrando… Continuar lendo Oposição silenciosa [conto]

Projeto de bem coletivo [conto]

Ricardo vinha se arrastando pela avenida. Com movimentos repentinos desviava de um, do outro, do poste. Passou pelo sensor da porta, depois a catraca elétrica, ponto eletrônico. Estava sentado no seu cubículo antes mesmo que alguém tivesse chance de lhe desejar bom dia. Ligou o computador, afastou a cadeira e olhou para fileira de divisórias.… Continuar lendo Projeto de bem coletivo [conto]

Jogando as esperanças para debaixo do tapete [conto]

Saí da fábrica eram dez e qualquer coisa da noite. Depois de quarenta anos apertando parafuso numa metalúrgica não se tem muito mais a esperar da vida. O tempo parece andar cada vez mais devagar. Penso na morte quase como um final feliz. Isso não muda o fato de que cada dia o parafuso fica… Continuar lendo Jogando as esperanças para debaixo do tapete [conto]

Rolando na bosta [conto]

Estou num hospital. Tomando alguma coisa na veia. Aonde eu estava antes? Na casa......Quarto coletivo. Tem uns dois dormindo do lado de lá. Talvez se conseguir levantar alguma enfermeira venha ver o que esta acontecendo. Não parece ser tão simples quanto deveria. Não tem botão nenhum aqui. Estou fraco. Droga! “Hey!” Falar é outra forma… Continuar lendo Rolando na bosta [conto]

Fatos Cotidianos 10 – Trabalhando em Telemarketing [conto]

Não suporto mais este lugar. Toda vez que acordo, percebo que o sonho acabou, e lembro deste escritório, estas pessoas, penso em fugir. Sumir do mapa. Pegar tudo que resta no banco e ir para o improvável. Comprar uma passagem para o interior da Bolívia, ou do Peru. Não é tão caro, considerando uma viajem… Continuar lendo Fatos Cotidianos 10 – Trabalhando em Telemarketing [conto]

Fatos Cotidianos 27 – Nova perspectiva, o pé no chão! [conto]

Fazia um calor insuportável. Joana estava atravessando a Paulista a pé para economizar as moedas do metrô. Quando entrasse no escritório ia dizer que estava passando por problemas pessoais. Seu irmão estava no crack (não ela na cocaína). Três dias sem dar as caras. Na melhor da hispóteses uma demissão por justa causa. Não fazia… Continuar lendo Fatos Cotidianos 27 – Nova perspectiva, o pé no chão! [conto]

Cu-Sujo [conto]

Todo mundo vem de algum lugar. Ramon vinha de Varginha, e odiava a tal história do E.T. Todo mundo tem uma coisa que quer esquecer, do tipo que se envergonha. Ramon tinha sido flagrado por três (bons) amigos comendo o cu de um porco. Ele tinha quinze anos, e não foi poupado. Ainda não tinham… Continuar lendo Cu-Sujo [conto]

Uma noite qualquer de uma estação qualquer… [conto]

Nunca soube como o Jaime limpava o banheiro do bar, mas não funcionava. Sempre fedia. Dependendo do que e do quanto havia se tomado antes, era entrar lá para mijar e levar o vômito de brinde. Não passa por ser durão ou maricas. Estamos falando de merda mole! Não no meu caso hoje. Tomei só… Continuar lendo Uma noite qualquer de uma estação qualquer… [conto]

Quem não quer respostas não faz perguntas! [conto]

Sou um filósofo. Minha profissão, e vida, consiste em fazer perguntas (que não interessam) e imaginar respostas (que ninguém quer saber). Acordei questionando: “Quem esta dormindo comigo na minha cama?” As possibilidades estão restritas as garotas que cruzei ontem a noite. “Ver a cara dela ajudaria a lembrar”. Abri o olho e percebi que teria… Continuar lendo Quem não quer respostas não faz perguntas! [conto]